TERCEIRO MILÊNIO O ENCONTRO COM O ESPÍRITO

 

              De tempos em tempos a humanidade é sacudida por grandes transformações como aquela originada pela contribuição de Copérnico que destronou a Terra de sua posição de centro de universo.  Todos os campos de conhecimento foram grandemente afetados, especialmente a religião, a filosofia e aquilo que viria a ser chamada de ciência.

              A revolução científica é outra dessas grandes transformações.  Outras poderiam ser enumeradas mas essas são as principais quando o passado é considerado.

              Muitos entendem que a humanidade está vivendo o limiar de outra transformação, mais importante que as revoluções copernicanas e científica.  Trata-se de uma mudança de paradigma onde a consciência ou espírito surge com maior força do que o velho paradigma materialista.

              Enquanto o paradigma materialista reconhece na matéria a única expressão da realidade, constituindo-se a consciência em uma emanação desta ou seja um epifenômeno, o paradigma espiritualista enfatiza ser o espírito a única realidade,  a matéria é uma das formas em que o espírito se torna manifesto.        

            Muitos cientistas e filósofos começam a migrar para o novo paradigma, apoiados nas descobertas da física que produzem um extraordinário alinhamento com antigos conhecimentos de várias tradições espiritualistas.  Tal situação encontra sua expressão no estudo das partículas atômicas segundo os recursos da física  quântica.  É bem verdade que as adesões ao novo paradigma ainda não são   suficientes para que o materialismo sofra a necessária revisão.

              Nota-se a predominância da velha mentalidade nos laboratórios de pesquisa, nos meios acadêmicos, nas agências financiadoras de projetos de pesquisa e até nas expectativas sobre o futuro.

              O início de um novo século e especialmente de um novo milênio representa um evento singular para a humanidade.  O interesse pelas retrospectivas e pelas previsões das realizações humanas, nos mais diferentes campos do conhecimento, ganha especial realce em ocasiões como estas.  A genética, a eletrônica, a astronomia, dentre outros setores, ganham destaque tanto nas retrospectivas quanto nas previsões sobre prováveis conquistas futuras.  Enquanto isso, nada, absolutamente nada sobre a consciência, sobre o espírito, a não ser em meios considerados alternativos ou marginais do conhecimento humano.  Simplesmente está sendo desconsiderado aquilo que será a nova revolução, a grande transformação que aguarda a humanidade.

              Alguém poderia supor interesse em destacar esta ou aquela religião na busca da consolidação do novo paradigma.  Trata-se, na verdade,  da busca de uma ciência mais abrangente que não mais se recuse a estudar as questões anteriormente classificadas com subjetivas.  Trata-se de um convite para o abandono dos rótulos quando o interesse é ampliar o conhecimento humano.  Pouco importa a origem das teses ou de determinadas afirmações, o que deverá prevalecer sempre é a maior das religiões e a maior das ciências que é a busca da verdade.

              A ciência terá muito a ganhar se deixar de ser materialista e, tampouco se transformar em ciência espiritualista, ela será muito maior se simplesmente for ciência.  Para isso poderá aperfeiçoar os seus métodos de pesquisa, tornando-os capazes de abordar as questões tidas até aqui como objetivas e subjetivas, divisão que não encontra mais apoio na realidade.

             A realidade do espírito acabará por prevalecer como fazem supor evidências extraordinárias como aquelas encontradas nas experiências de quase morte, nas comunicações com os seres espirituais através da mediunidade ou canalização, como alguns preferem chamar, nas comunicações através de instrumentos, chamadas de transcomunicação instrumental, e nas regressões de memória.  Essas experiências não pertencem a nenhuma religião em particular, elas representam possibilidades e características dos seres humanos.

           A magnitude dessas experiências é de tal ordem que causa verdadeiro espanto a desconsideração dos que monopolizam as possibilidades de investigações científicas.  Aos poucos surgem pesquisadores com a coragem suficiente para se exporem, colocando em risco a sua reputação e o acesso aos recursos necessários.  A pesquisa desse campo, mesmo com a avalanche de evidências não é prioridade nos programas oficiais ou tradicionais de desenvolvimento da ciência.   Observa-se, com maior destaque, os adversários dessas ideias, que se oferecem como defensores da verdade. 

              A experiência de quase morte é algo que ganha força na grande quantidade de pessoas que a tiveram.  O Instituto Gallup realizou pesquisa nos Estados Unidos da América do Norte que revelou que em cada grupo de 21 americanos um tivera a experiência.  Naquele universo populacional isso significa que cerca de 13.000.000 de pessoas passaram por essa experiência.  A ampliação desse fenômeno tem origem no próprio avanço da medicina que consegue trazer cada vez maior número de pessoas do limiar da morte para a vida.  Muitos, também, não ficam mais constrangidos em relatar a sua experiência.

            A perspectiva materialista de que tudo termina no cemitério ou no forno crematório não é confirmada pelas experiências de quase morte.  Algo prossegue existindo fora do corpo e depois de sua decomposição, o espírito ao que tudo indica se dirige para uma outra dimensão onde não fica incomunicável.  A quantidade imensa de relatos mediúnicos sugere que a comunicação entre a esfera espiritual e a esfera física é algo realmente expressivo e possível.

             Dois tipos de experimentos realizados no passado servem para desafiar os incrédulos que rotulam essas comunicações de fantasias ou de charlatanismo dos envolvidos.  Através de um procedimento denominado de materialização, mais corretamente seria a denominação aparição tangível, já que não há criação alguma de matéria, é solicitado que o espírito imprima os seus dedos em um elemento de cera de maneira a registrar a sua impressão digital.  A impressão colhida na cera é posteriormente comparada com outra deixada pelo espírito em vida na esfera física.  Outra experiência resulta da comparação da caligrafia colhida pela psicografia, ou seja escrita mediúnica, com um texto elaborado em vida.  Em ambos os casos, respeitados os procedimentos de comparação de digitais e de caligrafias, adotadas em técnicas periciais, é possível a comprovação da veracidade da comunicação.

              Esse imenso manancial de comunicações mediúnicas está sendo ampliado por  comunicações dos espíritos através de equipamentos como gravadores, telefones, televisores e computadores.  Já foram registrados diálogos extensos e nítidos, longe de serem palavras perdidas e abafadas no chiado produzido pela estática como alguns querem fazer crer. 

              O estudo da reencarnação pode se valer da regressão da memória e pela entrevista de pessoas que conseguem relatar experiências de vidas anteriores.  A reencarnação deve ser considerada com um assunto de religião e portanto uma questão de crença?  A reencarnação, ainda que ensinada por diversas religiões é uma questão de fato: ou existe ou não existe.  A própria existência do espírito, bem como outras questões de natureza espiritual, seriam melhor abordadas caso sejam encaradas da mesma maneira.

           A quantidade de registros colhidos nos consultórios de médicos e psicólogos, somados àqueles oriundos de entrevistas é imensa.  Será que a reencarnação ainda não é aceita como realidade passível de comprovação científica por motivos exclusivos de dogmatismos preconceituosos ou por resistência de poucos religiosos?  

  

AUTODESCOBRIMENTO

 

              A aceitação do paradigma espiritual oferece possibilidades excepcionais para que o ser humano possa aprofundar-se na busca de respostas para as perguntas: de onde veio, para onde vai, afinal o que é o ser humano?

           A recomendação – conhece-te a ti mesmo – começa a ser uma possibilidade ao alcance do ser humano.             O autodescobrimento é outra maneira de registrarmos a recomendação.

              Autodescobrimento é a busca do conhecimento da origem, da essência e do destino de cada ser humano. Corresponde ao esforço individual para realizar suas capacidades e para superar as crenças limitadoras.

          Autodescobrimento é um caminho de excelência que permite alcançar o sucesso nos mais diferentes setores de atividade e nos relacionamentos profissionais, sociais e familiares.

 

Autodescobrimento é a forma para realizar o propósito da vida: ser feliz.