COMPETÊNCIA PARA EXECUTAR TAREFAS, COMUNICAR E CONVIVER 

Competência para executar tarefas, comunicar e conviver - Unknown Artist
00:00 / 00:00

           A capacitação para a vida compreende a aquisição de habilidades que permitem executar tarefas, comunicar-se e conviver harmoniosamente com as pessoas.

            Hábil é quem tem uma disposição de espírito e de caráter que o torna particularmente capaz de resolver as situações que se lhe apresentam ou para agir de maneira apropriada aos fins a que visa. 

 

TAREFAS

 

            Tarefas são as coisas que fazemos. A do pedreiro é construir edifícios, do eletricista cuidar das instalações elétricas, do médico e dentista cuidarem da saúde das pessoas. Elas também são encontradas no lar onde os pais têm importantes incumbências na educação dos filhos e manutenção da casa.  Nas mais diferentes organizações como igrejas, instituições culturais, econômicas e sociais, além de muitas outras sempre haverá tarefas para serem realizadas.

            Não há dificuldades em reconhecer as alternativas para desenvolver as habilidades necessárias na execução das tarefas.  Assim, se alguém quiser dirigir um automóvel não terá a menor dificuldade para concretizar esse propósito porque sabe que deve procurar uma autoescola, receber as aulas necessárias, estudar o código de trânsito e ser submetido a exame. Cumpridas essas etapas, será obtida a habilidade necessária.  

 

APERFEIÇOAMENTO CONTÍNUO

 

            O aperfeiçoamento contínuo das habilidades que precisamos para executar nossas tarefas é importante. Há a fase da vida que ocupamos os bancos escolares para nossa preparação nos mais diferentes campos de atividades.  No lugar de uma fase de preparação as condições atuais apontam para a necessidade de empenho continuado no aperfeiçoamento de nossas habilidades, bem como na aquisição de outras.

            Os tempos atuais trazem novas possibilidades e exigências segundo uma dinâmica de mudanças constantes, por isso os conhecimentos precisam de permanente atualização sob pena de serem ultrapassados.

            Quando nos aplicamos em favor de nossa qualificação é natural que façamos disso também uma fonte de satisfação. Todos ficam gratificados quando percebem o reconhecimento da qualidade do que fazem e têm a autoestima favorecida por elogios recebidos.

 

HABILIDADE NA EXECUÇÃO DE TAREFAS NÃO É CONDIÇÃO SUFICIENTE

 

            Sermos habilidosos na execução das tarefas não é condição suficiente para que sejamos bem sucedidos em nossas vidas. Além dessa habilidade é necessário sermos capazes de estabelecer comunicação eficiente com as pessoas e manter uma convivência harmoniosa com quem nos relacionamos.

            Na vida profissional é comum encontramos situações que merecem consideração. Tomemos como exemplo um operador de uma empilhadeira que exige certa capacitação para ser movimentada em armazéns e nas fábricas. O bom operador de empilhadeira pode ser promovido a supervisor, assim deixará essa tarefa para dirigir uma equipe. Pode acontecer que venha a ser um fracassado porque a habilidade que irá necessitar não será mais de operador. Ainda que essa habilidade seja importante para orientar seus subordinados a operar as empilhadeiras, torna-se fundamental a sua capacidade de relacionar-se com as pessoas. 

 

A HABILIDADE MAIS IMPORTANTE

 

            Qual é a habilidade mais importante para que o sucesso seja alcançado? Será a que permite executar tarefas ou a de relacionamento que compreende as capacidades de comunicação e convivência?

            Pesquisas demonstram que a habilidade de relacionamento tem o dobro de importância quando comparada com a habilidade de executar tarefas. Isso deixa claro que para alcançar qualificação em nossa vida é necessário obter condições favoráveis naquilo que fazemos, mas também na maneira de nos relacionarmos com as pessoas.

            Relacionamento saudável é o fator mais importante para se sair bem em qualquer área da vida. Líderes, empreendedores, professores, religiosos, pais e filhos serão bem sucedidos se forem mestres em relacionamentos. O que vemos com frequência são desencontros que dão origem a relacionamentos complicados e neuróticos, até a convivência consigo mesmo é pautada mais pelas divergências que por um estado de harmonia.

            O mestre em relacionamento se faz amigo de muitos. Ele toma a iniciativa e não mede esforços para criar vínculos de amizade. Como consequência acaba por ter muitos amigos. Mas a orientação básica é primeiro se fazer amigo para depois colher a amizade das pessoas.

 

ONDE ENCONTRAR CURSOS SOBRE HABILIDADE NOS RELACIONAMENTOS

 

            Se de um lado é fácil encontrar cursos para o aprendizado de habilidades requeridas na execução de tarefas, o mesmo não acontece quando o interesse é buscar habilidades de relacionamento.

Essa ausência de cursos talvez seja resultado do fato de não ser percebida de uma maneira efetiva que relacionar-se é uma habilidade.

            Reconhecemos a existência de habilidades nas atividades dos pedreiros, encanadores, músicos, médicos e de tantos outros, porém a habilidade de relacionar-se é algo que não percebemos bem por desconhecermos os elementos que fundamentam essa capacidade.

 

AUSÊNCIA DE CONHECIMENTO SISTEMATIZADO

 

            A vida ensina através de várias situações procedimentos que podem ser favoráveis e outros desfavoráveis nos relacionamentos, mas os comportamentos e as atitudes são regidos mais pelas circunstâncias e humores de cada momento. Mal comparando, é algo semelhante a um músico que aprende a tocar seu instrumento sem ter o auxílio dos cursos encontrados nos conservatórios musicais.

            A ausência de percepção clara que relacionar-se é uma habilidade impede também o reconhecimento da importância do treino dos fundamentos requeridos.

            Ao observar, por exemplo, alunos de balé e atletas nos treinos que realizam percebe-se que os fundamentos são repetidos até a exaustão. Aos poucos e depois de bastante empenho os aprendizes adquirem a competência no que pretendem fazer. A aquisição da competência nos fundamentos das habilidades nos relacionamentos necessita de procedimento idêntico.

 

RECONHECER A IMPORTÂNCIA DOS RELACIONAMENTOS

 

            Se não há cursos e não temos uma visão muito clara da própria importância da habilidade de relacionamento que nem reconhecemos como habilidade , o que fazer então?

            Começar por reconhecer a importância de saber relacionar-se de forma conveniente. Para facilitar o reconhecimento podemos realçar dois objetivos básicos que podem ser alcançados quando há competência nos relacionamentos: conquistar amigos e influenciar as pessoas.

 

CONQUISTAR AMIGOS

 

            Conquistar amigos é de fato extremamente importante porque o amigo pode ser seu filho, cônjuge, irmão, pai, mãe, pessoa que trabalha consigo além de outras pessoas encontradas nas diversas possibilidades de convívio que a vida em sociedade enseja.

            Teremos facilidades nas atividades profissionais que exercemos quando podemos contar com uma significativa rede de amizades ou “networking”. Networking é a união dos termos em inglês "Net", que significa "Rede"; e "Working", que é "Trabalhando". O termo, em sua forma resumida, significa que quanto maior for a rede de contatos de uma pessoa, maior será a possibilidade de ela conseguir uma boa colocação profissional.

            Redes de relacionamentos profissionais podem não compreender pessoas amigas, mas pelo menos nos consideram e têm algum tipo de interesse em cultivar esse vínculo.  

 

INFLUENCIAR AS PESSOAS

 

            Influenciar as pessoas é fundamental porque se observarmos as coisas que necessitamos, geralmente  elas vêm através de alguém. Para que possamos conseguir aquilo que nos importa, se tivermos a capacidade de influenciar as pessoas de maneira adequada seremos muito mais bem sucedidos.

            Quando a influência segue a “lei de ouro” que diz para fazer aos outros o mesmo que desejamos para nós, ela é harmoniosa e aumenta a possibilidade em que as solicitações sejam pedidos e não exigências.

            Vamos supor que sejamos um supervisor numa empresa onde dirigimos uma equipe que deve realizar as tarefas esperadas que sejam feitas. Como iremos conseguir isto? Existe o estilo capataz para obter “na marra”, faça o que quero ou será demitido. Faça as coisas bem feitas ou poderá haver desconto em seu  salário ou ficar sujeito a outras punições. Mas existe outra forma em que as pessoas não apenas farão as coisas solicitadas como também atenderão de bom grado. Isso requer que o relacionamento seja pautado pela amizade e que haja disposição de estabelecer parcerias. Com as parcerias todos terão benefícios ou pelo menos a gentileza estará presente. 

 

ESTUDO E TREINO

 

            Quando falamos de habilidades temos que chegar a pontos que permitam o exercício através da repetição até transformar aquilo numa habilidade que iremos usar sem dificuldades.

            Considere um importante fundamento, como exemplo: saber ouvir. É reconhecer a importância de saber ouvir como objetivo de compreender o que o interlocutor fala. Permitir que  o outro fale sem interrupções. O diálogo interior também deve ser evitado para que a atenção esteja inteiramente voltada àquele que fala. Concentrar-se em ouvir apenas ouvir.

 

LIVROS QUE PODEM AJUDAR

 

            Livros que podem ajudar nesse tipo de estudo: “Vencendo com as Pessoas”, de John C. Maxwell, e “Os Sete Hábitos das Pessoas muito Eficazes”, de Stephen R. Covey.

            Merece destaque especial o livro “Como Conquistar Amigos & Influenciar Pessoas”, de Dale Carnigie, escrito em 1937, com mais de 50 milhões de exemplares vendidos. Nesse longo período o livro foi atualizado e aperfeiçoado. Sua leitura é agradável e deve ser considerado como fonte de estudo permanente e não para simples leitura e depois ser deixado na estante.

            Outro recurso é nas livrarias pedir livros que abordam questões de relacionamentos. Leia as “orelhas”, o sumário, o prefácio e a apresentação. Sempre acontece que alguma coisa de nosso interior diz “este é o livro”. Foi dessa forma que comecei a me aprofundar nesse tema porque não tive oportunidade de fazer algum curso, pois como já destaquei não existem cursos voltados para o desenvolvimento dessa habilidade.