VALORES PARA A CONVIVÊNCIA – CRIATIVIDADE

CRIATIVIDADE - Unknown Artist
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O QUE É CRIATIVIDADE?

 

A criatividade é a capacidade de criar, de fazer algo a partir do nada. Ainda que este seja um atributo divino, naturalmente aqui não lhe damos esse sentido transcendente.

Nesse caso, lhe damos um significado que se aproxima da:

• Capacidade de produzir uma coisa nova.

• Capacidade humana de conseguir resultados mentais de qualquer ordem, essencialmente novos e anteriormente desconhecidos.

• Capacidade de imaginar soluções novas para os problemas que nos são apresentados.

• Capacidade de surpreender aos demais com o inesperado e o imprevisível.

• Capacidade de obter novos produtos com elementos que outros descartaram.

• Capacidade de não se dar nunca por satisfeito com o que os outros já disseram ou fizeram.

 • Capacidade pela qual uma pessoa ou um grupo elabora um produto novo e original, adaptado às condições e à finalidade da situação.

 

TODOS SOMOS CRIATIVOS

 

Ainda que existam pessoas dotadas de grande criatividade, somos todos criativos em maior ou menor grau. Por isso, os educadores devem aproveitar e desenvolver a capacidade natural de criação das crianças. As pessoas muito criativas apresentam traços psicológicos que devemos levar em consideração:

Se os ensinarmos a cultivar este valor, estaremos lhes dando uma ferramenta de grande importância para o presente e para o futuro. A criatividade proporciona maior flexibilidade ante os problemas cotidianos, estímulo para a atividade e motivação eficaz para combater o tédio. A criatividade abre horizontes, faz a vida mais útil e mais bonita, tira a vulgaridade da experiência cotidiana, proporciona ilusão constante e nos dá grandes alegrias.

As pessoas muito criativas apresentam traços psicológicos que devemos levar em consideração:

• Gostam da complexidade; mesmo sua forma de ser é mais rebuscada.

• São mais independentes em seu julgamento; têm pontos de vista muito pessoais.

• Têm uma atitude crítica mais aguda; são menos "submissos" mentalmente.

• São mais dominantes; sua iniciativa os coloca adiante dos demais.

 • São mais narcisistas; eles mesmos apreciam suas qualidades.

• Sua autoestima é boa; sabem como se sair bem ante os problemas.

• Adoram repensar conceitos e objetos: "E se...?", "Por que não...?".

• Têm iniciativa.

• Possuem capacidade de concentração e, às vezes, isso lhes confere um ar de "gênio distraído".

 

A criatividade abre horizontes, faz a vida mais útil e mais bonita

 

A CRIATIVIDADE VERSUS O TÉDIO

 

Ficamos boquiabertos com os grandes inventores por sua inteligência, persistência e entusiasmo, mas, sobretudo, por sua enorme criatividade: sabem ver o que os outros não viram ou ver de uma maneira que os outros não souberam captar.

Os inventores não estão nunca aborrecidos nem ociosos; a inquietude para encontrar novas formas artísticas, soluções técnicas inovadoras, respostas práticas a problemas novos... os mantêm em atividade mental e física constantes.

A criatividade é o oposto da monotonia, e ajuda a manter o espírito em tensão, tanto nas pessoas mais velhas como nas crianças e nos adolescentes. Quem possui capacidade criativa nunca se aborrece, sempre tem entre as mãos algo que fazer: projetos, ideias, experimentos, inventos... o que quer que seja; tudo menos vagabundear tediosamente.

 

A criatividade é o oposto da monotonia

 

FRASES CÉLEBRES

 

-A sorte ajuda aos que se atrevem; o preguiçoso se estorva a si mesmo. (Sêneca, filósofo latino).

- Tentar não traz prejuízo; o que prejudica é o que não se tentou. (Máxima medieval)

-A liberdade é um sistema baseado na coragem. (Charles Péguy, escritor francês).

- O tédio nasceu da uniformidade. (Antoine Houdar de Ia Motte, escritor francês).

-A liberdade não está no fato de escolher entre o branco e o preto, mas sim em evadir-se desta eleição prescrita. (Theodor W Adorno, filósofo alemão).

 

CONTO VAMOS QUEBRAR PADRÕES

 

- Ana, José, vamos jogar uma coisa muito divertida!

- O que é, papai? Seus jogos são sempre divertidos; você tem muita imaginação.

- Vamos ver quem sabe unir com quatro retas, sem levantar o lápis e sem repassar a linha, os nove "X" que fiz neste papel.

José e Ana ficaram um longo tempo traçando linhas inutilmente; não conseguiam solucionar o problema. O pai sorria e os animava a encontrar a solução.

- Isto é impossível, papai. Não será uma pegadinha?

- Nada de pegadinhas. É preciso prestar atenção - disse o pai enquanto pegava o lápis. - Só será possível encontrar a solução se sairmos do quadro que construímos mentalmente. Devemos romper os limites que a nossa imaginação estabeleceu. Sigamos com um lápis a ordem dos números e... resolveremos o problema: é preciso sair do quadro!

- Passamos duas vezes pelo ponto 1, mas não repassamos nenhuma linha nem levantamos o lápis.

- Outro jogo, papai! Dessa vez nós vamos resolver, você vai ver.

- Bem, agora se trata de dividir este quadrado em quatro partes iguais, de tantas maneiras quantas seja possível.  José, tenho certeza de que você encontra mais de cinco. Quem sabe dez ou mais! Ana e José acham fácil: traçam duas linhas que se cruzam no centro, logo traçam as duas diagonais a partir dos quatro ângulos, três linhas verticais ou horizontais equidistantes... e aí param...

De repente, Ana exclama:

- Quem disse que as linhas têm de ser retas? A solução está de novo em sair do esquema! Não é verdade, papai? Se fizermos entradas e saliências, curvas e quebradas, nas diagonais ou nas demais linhas, encontraremos muitíssimas soluções.

- Excelente, crianças! Às vezes temos de quebrar padrões, tentar mudar o ponto de vista, rever as soluções de sempre, perguntar se poderia ser de outra forma, fazer um esforço para... sair do quadro que nós mesmos traçamos e que nos aprisiona. É preciso atrever-se a ser audacioso.

 

CRIATIVIDADE E FALTA DE CRIATIVIDADE

 

:

 CRIATIVIDADE

Imaginação

Curiosidade

Iniciativa

                Autoestima                

Originalidade

Independência

Crítica

Concentração

 

Mas, muito cuidado! Certas atitudes dos educadores podem boicotar o valor da criatividade:

• O conformismo. Leva a fazer coisas como se tem costume de fazê-las, sem dar opção ao voo da imaginação para sair dos caminhos trilhados.

• O autoritarismo. Limita a liberdade de desenvolver a criatividade e anula a espontaneidade inerente a este valor.

• O valor dos resultados imediatos. Torna impossível o ensaio, já que este nem sempre consegue êxito nas primeiras tentativas.

• O racionalismo excludente. Não admite o que não está comprovado pela ciência ou pela experiência.

 

FALTA DE CRIATIVIDADE

Conformismo rotineiro

Autoritarismo inflexível  

Imediatismo de resultados

Racionalismo excludente

 

ATIVIDADES

 

CHUVA DE IDÉIAS

 

Este é um jogo muito divertido para praticar com nossos filhos. Consiste em supor uma situação e deixar a imaginação fluir pelas possíveis propostas. Quanto mais, melhor. Podemos tomar nota de todas elas e obteremos uma lista francamente curiosa... e criativa.

Toda a família pode tomar parte no jogo. Com criatividade, pode-se sugerir um sem-fim de temas distintos.

 

SUGESTÕES

• Tudo que podemos fazer com 30 quilos de jornal.

• Soluções possíveis se um sapato arrebenta no meio de uma caminhada.

• Encontrar semelhanças entre um avião e uma escola.

• Negócios ou empresas que poderíamos criar para resolver problemas habituais das pessoas, como ajudar alguém preso no congestionamento a chegar ao aeroporto.

• Possíveis soluções para uma tarde chuvosa de um dia festivo.

• Disfarces que poderemos fabricar com os objetos que existem em casa, sem usar agulha ou linha de costura.

 

O QUE SAIRÁ

 

Cada membro da família pega uma folha de papel em que foram desenhados umas poucas linhas, pontos, bolas, traços variados; uma dezena pode ser o número estabelecido.

Cada um completa o desenho, que deverá integrar todos os elementos que se encontram espalhados pela folha. Se todas as folhas contiverem os mesmos elementos, o jogo fica ainda mais divertido.

 

INVENTAMOS PALAVRAS

 

Ante a silueta de uma montanha, a imagem de uma planta, as características físicas ou psicológica do personagem de um filme, um objeto novo, um anúncio na rua ou na televisão, a forma de uma rua ou de uma casa... podemos inventar palavras para descrevê-los e escolher qual nos pareça a mais adequada ou a mais brilhante, ou ainda a mais divertida.

 

OUTRA MODALIDADE

 

De modo inverso, dizemos uma palavra relativamente comum (mesa, casa, família, lâmpada, ponte, escola, oficina...) e tentamos defini-la de modo que esta descrição não se confunda com outro conceito possível.

 

LIPOGRAMAS

 

Trata-se de propor aos filhos (podemos participar com eles) que formulem frases em que só apareça uma vogal ou não apareçam determinadas letras.

Este jogo admite muitas variações: só com duas vogais, com três vogais, com cinco consoantes etc.

Devemos lembrar que só com a vogal “A” podemos construir frases relativamente grandes. Mesmo assim, a ausência de certas consoantes nos cria problemas especiais.

Também podemos propor que componham frases só com monossílabos ou dissílabos, ou, ao contrário, em que não apareçam monossílabos.

Todos os jogos de palavras exigem um grande esforço imaginativo. Por exemplo, buscar palavras que são iguais, lidas de trás para a frente ou vice-versa (salas, ala, raiar), ou pares de palavras simétricas (arroz- zorra, saco-ocas).

 

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