PEDINDO AQUILO QUE ENRIQUECERÁ NOSSA VIDA

Pedindo aquilo que enriquecerá nossa vida - Unknown Artist
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Estudo do livro de Marshall B. Rosenberg

 

              Já cobrimos nesse ponto os primeiros três componentes da CNV, que abordam o que estamos observando, sentindo e necessitando. Aprendemos a fazer isso sem criticar, analisar, culpar ou diagnosticar os outros, e de uma maneira mais provável de inspirar compaixão. O quarto e último componente desse processo aborda a questão do que gostaríamos de pedir aos outros para enriquecer nossa vida. Quando nossas necessidades não estão sendo atendidas, depois de expressarmos o que estamos observando, sentindo e precisando, fazemos então um pedido específico: pedimos que sejam feitas ações que possam satisfazer nossas necessidades. Como podemos expressar nossos pedidos de modo que os outros estejam mais dispostos a responder compassivamente a nossas necessidades?

 

USANDO UMA LINGUAGEM DE AÇÕES POSITIVAS

 

              Em primeiro lugar, devemos expressar o que estamos pedindo, e não o que não estamos pedindo. Num seminário de Marshall, uma mulher, frustrada porque o marido estava passando tempo demais no trabalho, descreveu como seu pedido tinha se voltado contra ela: "Pedi que ele não passasse tanto tempo no trabalho. Três semanas depois, ele reagiu anunciando que havia se inscrito num torneio de golfe!". Ela havia comunicado a ele com sucesso o que ela não queria – que ele passasse tanto tempo no trabalho -, mas tinha deixado de pedir o que ela realmente queria. Solicitada a reformular seu pedido, ela pensou por um minuto e disse: "Eu queria ter-lhe dito que desejava que ele passasse pelo menos uma noite por semana em casa com as crianças e comigo".

              Certa vez, Marshall foi convidado a trabalhar com alguns estudantes secundários que sofriam uma longa lista de agravos do diretor. Eles o consideravam racista e procuravam maneiras de se desforrar. Um pastor, que trabalhava em contato estreito com os jovens, ficou profundamente preocupado com a possibilidade de haver violência. Em respeito ao pastor, os estudantes concordaram em se reunir com Marshall.

              Eles começaram descrevendo o que eles viam como discriminação da parte do diretor. Depois de ouvir várias de suas acusações, Marshall sugeriu que, ao continuarem, eles esclarecessem o que desejavam do diretor.

"O que adiantaria isso?" - zombou um aluno, contrariado. "Nós já fomos falar com ele para dizer o que queremos. A resposta dele foi: 'Saiam daqui! Não preciso que sua gente venha me dizer o que fazer!"

              Marshall perguntou aos alunos o que eles haviam pedido ao diretor. Eles se lembravam de ter dito que não queriam que ele lhes dissesse como usar o cabelo. Eles poderiam ter recebido uma resposta mais cooperativa se eles tivessem expressado o que queriam, em vez do que não queriam. Eles também haviam dito ao diretor que gostariam de ser tratados com justiça, ao que ele se tornara defensivo, negando com veemência jamais ter sido injusto. O diretor teria reagido mais favoravelmente se eles tivessem reivindicado ações mais específicas, em vez de pedirem um comportamento vago como "tratamento justo".

              Além de utilizarmos uma linguagem positiva, devemos evitar frases vagas, abstratas ou ambíguas e formular nossas solicitações na forma de ações concretas que os outros possam realizar.

              Uma tira de quadrinhos mostra um homem que havia caído num lago. Enquanto ele luta para nadar, grita para a cadela na margem: "Lassie, vá procurar ajuda!" No quadrinho seguinte, a cadela está deitada no divã de um psicanalista.

           Um casal com problemas dá outro exemplo de quanto a linguagem inespecífica pode atrapalhar a compreensão e a comunicação.  A mulher declara ao marido "Quero que você me deixe ser eu mesma “Mas eu deixo”!", ele responde. "Não, você não deixa!", ela insiste. Solicitada a se expressar na linguagem de ações positivas, a mulher disse: "Quero que você me dê a liberdade de crescer e de ser eu mesma". Uma frase dessas, porém, é tão vaga e propensa a provocar uma resposta defensiva quanto a anterior. Ela se esforçou para formular sua solicitação com clareza, e então admitiu: "Isso é meio esquisito, mas se for para eu ser precisa, acho que o que eu quero é que você sorria e diga que tudo o que eu faço está bem". É comum que o uso de uma linguagem vaga e abstrata mascare esse tipo de jogo interpessoal de opressão.

              Um patrão faz um esforço sincero para obter um retorno, dizendo aos empregados: "Quero que vocês se sintam livres para se expressarem em minha presença". Essa afirmação comunica o desejo do patrão de que os empregados se "sintam livres", mas não o que eles poderiam fazer para se sentirem dessa forma. Em vez disso, o patrão poderia utilizar a linguagem de ações positivas para fazer sua solicitação: "Gostaria que vocês me dissessem o que posso jazer para facilitar a vocês que se sintam mais livres para se expressarem em minha presença".

 

FAZENDO PEDIDOS CONSCIENTEMENTE

 

              Às vezes, podemos ser capazes de formular um pedido claro sem colocá-lo em palavras. Suponha que você esteja na cozinha, e sua irmã, que está assistindo à televisão na sala, grite: "Estou com sede!" Nesse caso, talvez seja óbvio que ela está pedindo que você lhe trouxesse um copo de água da cozinha.

              Entretanto, em outras ocasiões, podemos expressar nosso desconforto e presumir erroneamente que o ouvinte compreendeu nosso pedido subjacente. Por exemplo, uma mulher poderia dizer ao marido: "Estou aborrecida porque você se esqueceu da manteiga e das cebolas que lhe pedi que comprasse para o jantar". Embora, para ela, possa parecer óbvio que ela está pedindo para ele voltar à loja, o marido pode pensar que suas palavras foram ditas apenas para ele sentir-se culpado.

 

PEDINDO UM RETORNO

 

              Como sabemos, a mensagem que enviamos nem sempre é a mensagem que é recebida. Geralmente dependemos de pistas verbais para determinar se nossa mensagem foi compreendida da maneira que queríamos. Mas, se não temos certeza de que foi recebida como pretendíamos, precisamos ter uma maneira de solicitar claramente uma resposta que nos diga como a mensagem foi ouvida, de modo que corrija qualquer mal-entendido. Em algumas ocasiões, basta uma pergunta simples como "Está claro?" Em outras, para nos sentirmos confiantes de que fomos realmente compreendidos, precisamos de mais do que um "Sim, eu entendi". Nessas ocasiões, podemos pedir aos outros para nos repetirem em suas próprias palavras o que eles nos ouviram dizer. Temos então uma oportunidade de reformular partes de nossa mensagem de modo que resolva qualquer discrepância que possamos ter notado no retorno que recebemos.

              Por exemplo, uma professora se aproxima de um aluno e diz: "Pedro, fiquei preocupada quando dei uma olhada em meu diário de classe ontem. Quero ter certeza de que você sabe dos trabalhos de casa dos quais dei falta. Você pode passar em minha sala depois da aula?" Pedro resmunga: "OK, eu sei" – e então vira as costas, deixando a professora sem saber se sua mensagem foi recebida com precisão. Então ela pergunta: "Você poderia repetir o que eu acabei de dizer?" Pedro então responde: "A senhora disse que tenho de perder o futebol e ficar depois da aula porque a senhora não gostou de meu dever de casa". Tendo confirmadas suas suspeitas de que Pedro não ouviu a mensagem que ela queria transmitir, a professora tenta recolocá-la, mas toma cuidado com sua próxima observação.

              Uma afirmativa como "Você não me ouviu direito", "Não foi isso o que eu disse" ou "Você está me interpretando mal" pode facilmente fazer Pedro pensar que está sendo repreendido. Já que a professora percebe que Pedro respondeu sinceramente ao pedido de retorno, ela pode dizer: "Muito obrigada por me dizer o que você escutou, mas vejo que não consegui ser tão clara quanto gostaria. Então, deixe-me tentar de novo".

              Quando começamos a pedir aos outros para repetir o que nos ouviram dizer, isso pode parecer esquisito, porque tais pedidos raramente são feitos. Ao enfatizar a importância de nossa capacidade de formular esses pedidos, é comum que as pessoas expressem reservas. Elas ficam preocupadas com reações como: "Você acha que eu sou surdo?" Para evitar esse tipo de resposta, podemos explicar às pessoas com antecedência por que às vezes poderemos pedir que elas repitam nossas palavras, deixando claro que não estamos testando sua capacidade auditiva, e sim nos certificando de que nos expressamos com clareza.

PEDIDOS VERSUS EXIGÊNCIAS

 

              Pedidos são recebidos como exigências quando os outros acreditam que serão culpados ou punidos se não os atenderem. Quando as pessoas nos ouvem fazer uma exigência, elas enxergam apenas duas opções: submissão ou rebelião. Em ambos os casos, a pessoa que faz o pedido é percebida como coercitiva, e a capacidade do ouvinte de responder compassivamente ao pedido é diminuída.

              Quanto mais tivermos culpado, punido ou acusado os outros quando não atenderam a nossas solicitações no passado, maior será a probabilidade de que nossos pedidos sejam agora entendidos como exigências. Também pagamos pelo uso dessas táticas pelos outros. Quanto mais as pessoas que fazem parte de nossa vida tiverem sido acusadas, punidas ou forçadas a sentirem-se culpadas por não fazerem o que os outros pediram, mais provavelmente elas levarão essa bagagem a todo relacionamento posterior e ouvirão em cada solicitação uma exigência.

              Vejamos duas variações de uma mesma situação. José diz a sua amiga Maria: "Estou me sentindo solitário e gostaria que você saísse comigo esta noite". Isso é um pedido ou uma exigência? A resposta é que não saberemos até observarmos como José tratará Maria se ela não concordar. Suponha que ela responda: "José, estou muito cansada. Se você quer ter companhia, que tal encontrar outra pessoa para sair com você esta noite?" Se José disser: "É tão típico de você ser assim egoísta!", então a solicitação terá sido na verdade uma exigência. Em vez de oferecer sua empatia à necessidade de Maria de descansar, ele a culpou.

              Agora considere uma segunda cena:

              JOSÉ      Estou me sentindo solitário e gostaria que você saísse comigo esta noite.

              MARIA    Estou muito cansada. Se você quer ter companhia, que tal encontrar outra pessoa para

               sair com você esta noite? (José se vira de costas sem dizer palavra.)

              MARIA   (sentindo que ele está chateado) Alguma coisa está te aborrecendo?

              JOSÉ      Não.

              MARIA   Vamos lá, José, posso sentir que há alguma coisa acontecendo. Qual é o problema?

              JOSÉ      Você sabe quanto estou me sentindo solitário. Se você me amasse de verdade, sairia à noite

                comigo.

 

              Novamente, em vez de oferecer a empatia, José interpreta a resposta de Maria como significando que ela não o ama e, por isso, o rejeitou. Quanto mais interpretarmos como rejeição o não-atendimento de nossas solicitações, mais provável será que nossos pedidos sejam entendidos como exigências. Isso leva a uma profecia que acarreta sua própria concretização, pois quanto mais as pessoas ouvirem exigências, menos elas gostarão de estar perto de nós.

              Por outro lado, saberíamos que a solicitação de José havia sido verdadeiramente um pedido, e não uma exigência, se sua resposta a Maria tivesse expressado um reconhecimento respeitoso de seus sentimentos e necessidades. Por exemplo: "Então, Maria, você está se sentindo exausta e precisando de descanso esta noite?”.

              Podemos ajudar os outros a acreditarem que estamos pedindo, e não exigindo, indicando que somente gostaríamos que a pessoa atendesse ao nosso pedido se ela puder fazê-lo de sua livre vontade.

               Assim, poderíamos perguntar: "Você estaria disposta a pôr a mesa?", em vez de "Gostaria que você pusesse a mesa". Entretanto, a maneira mais poderosa de comunicar que estamos fazendo um genuíno pedido é oferecer nossa empatia às pessoas quando elas não atendem ao nosso pedido. Demonstramos que estamos pedindo, e não exigindo, pela maneira que reagimos quando os outros não nos atendem. Se estivermos preparados para demonstrar uma compreensão empática do que impede que a pessoa faça o que pedimos, então, por minha definição, fizemos um pedido, e não uma exigência. Escolher pedir em vez de exigir não significa que devamos desistir sempre que alguém disser não à nossa solicitação. Significa que não tentaremos convencer a pessoa antes de oferecermos nossa empatia para com o que a está impedindo de dizer sim.

 

DEFININDO NOSSO OBJETIVO AO FAZER PEDIDOS

 

              Expressar pedidos genuínos também requer uma consciência do nosso objetivo. Se nosso objetivo é apenas mudar as pessoas e seu comportamento ou obter o que queremos, então a CNV não é uma ferramenta apropriada. O processo foi desenvolvido para aqueles de nós que gostariam que os outros mudassem e respondessem, mas somente se eles escolherem fazer isso de livre vontade e com compaixão. O objetivo da CNV é estabelecer um relacionamento baseado na sinceridade e na empatia. Quando os outros confiam que nosso compromisso maior é com a qualidade do relacionamento, e que esperamos que esse processo satisfaça às necessidades de todos, então elas podem confiar que nossas solicitações são verdadeiramente pedidos, e não exigências camufladas.

              É difícil manter a consciência desse objetivo, especialmente com pais, professores, gerentes e outros cujo trabalho se baseia em influenciar pessoas e obter resultados comportamentais. Uma mãe que voltava a um seminário de Marshall anunciou: "Marshall, fui para casa e tentei. Não funcionou". Ele pediu que ela descrevesse o que fizera.

              "Fui para casa e expressei meus sentimentos e necessidades, exatamente como praticamos. Não fiz críticas, nem julguei meu filho. Eu simplesmente disse: 'Olhe, quando vejo que você não fez as tarefas que disse que faria, fico muito decepcionada. Gostaria de poder chegar em casa e encontrar a casa em ordem e suas tarefas cumpridas'. Então eu fiz um pedido: disse a ele que gostaria que ele arrumasse suas coisas imediatamente."

              "Parece que você expressou claramente todos os componentes", comentou Marshall.

              "O que aconteceu?"

              "Ele não arrumou suas coisas."

              "E o que aconteceu depois?", perguntou.

              "Eu disse que ele não poderia passar pela vida sendo tão preguiçoso e irresponsável".

              Aquela mulher ainda não era capaz de distinguir entre expressar pedidos e fazer exigências. Ela ainda estava definindo o processo como bem-sucedido apenas se ela obtivesse o atendimento a seus "pedidos".

              Durante as fases iniciais do aprendizado desse processo, podemos nos flagrar aplicando os componentes da CNV mecanicamente, sem ter consciência de seu propósito subjacente.

              Às vezes, porém, mesmo quando temos consciência de nosso objetivo e expressamos nosso pedido cuidadosamente, algumas pessoas ainda assim podem ouvir nele uma exigência. Isso é especialmente verdadeiro quando ocupamos posições de autoridade e estamos falando com pessoas que tiveram experiências passadas com figuras coercitivas de autoridade.

              Ao fazermos um pedido, também ajuda se procurarmos em nossa mente pensamentos do tipo demonstrado a seguir, que automaticamente transformam pedidos em exigências:

              • Ele deveria se arrumar sozinho.

              • Espera-se que ela faça o que eu peço.

              • Eu mereço um aumento.

              • Tenho motivos para querer que eles fiquem até mais tarde.

              • Tenho o direito de ter mais tempo de folga.

              Quando formulamos nossas necessidades dessa maneira, estamos fadados a julgar os outros quando eles não fazem o que pedimos.

RESUMO

 

              O quarto componente da CNV aborda a questão do que gostaríamos de pedir uns aos outros para enriquecer nossa vida.

              Tentamos evitar frases vagas, abstratas ou ambíguas, e nos lembramos de usar uma linguagem de ações positivas, ao declararmos o que estamos pedindo, em vez de o que não estamos.

              Quando falamos, quanto mais claros formos a respeito do que desejamos obter como retorno, mais provável será que o consigamos. Uma vez que a mensagem que enviamos nem sempre é a mesma que é recebida, precisamos aprender como descobrir se nossa mensagem foi ouvida com precisão. Especialmente ao nos expressarmos para um grupo, precisamos ser claros quanto à natureza da resposta que desejamos obter. Caso contrário, poderemos estar iniciando conversas improdutivas que desperdiçam um tempo considerável do grupo.

              Pedidos são percebidos como exigências quando os ouvintes acreditam que serão culpados ou punidos se não os atenderem. Podemos ajudar os outros a confiar em que estamos fazendo um pedido, e não uma exigência, se indicarmos nosso desejo de que eles nos atendam somente se puderem fazê-lo de livre vontade.

              O objetivo da CNV não é mudar as pessoas e seu comportamento para conseguir o que queremos, mas, sim, estabelecer relacionamentos baseados em honestidade e empatia que acabarão atendendo às necessidades de todos.

 

EXERCÍCIO

EXPRESSANDO PEDIDOS

1. Quero que você me compreenda.

2. Gostaria que você me dissesse uma coisa que eu fiz de que você gostou.

3. Gostaria que você sentisse mais confiança em si mesmo.

4. Quero que você pare de beber.

5. Gostaria que você me deixasse ser eu mesma.

6. Gostaria que você fosse honesto comigo a respeito da reunião de ontem.

7. Gostaria que você dirigisse dentro do limite de velocidade.

8. Gostaria de conhecer melhor você.

9. Gostaria que você demonstrasse respeito por minha privacidade.

10. Gostaria que você preparasse o jantar mais vezes.

 

RESPOSTAS

 

  • A palavra compreenda não expressa claramente uma ação específica que está sendo solicitada. Em vez disso, a pessoa poderia ter dito: "Quero que você repita para mim o que você me ouviu dizer".

  • A frase expressa claramente o que a pessoa está pedindo.

  • A expressão "sentir mais confiança" não expressa claramente uma ação específica que está sendo solicitada. A pessoa poderia ter dito: "Gostaria que você fizesse um treinamento em pensamento afirmativo, que acredito que aumentaria sua autoconfiança".

  • A expressão "parar de beber" não expressa claramente o que a pessoa quer, e, sim, o que ela não quer. Ela poderia ter dito: "Quero que você me diga quais de suas necessidades a bebida satisfaz e que conversemos sobre outras maneiras de satisfazer essas necessidades".

  • A expressão "me deixar ser eu mesma" não expressa claramente uma ação específica que está sendo solicitada. A pessoa poderia ter dito: "Quero que você me diga que não vai abandonar nosso relacionamento, mesmo que eu faça algumas coisas de que você não goste".

  • A expressão "ser honesto comigo" não expressa claramente uma ação específica que está sendo solicitada. A pessoa poderia ter dito: "Quero que você me diga como se sente a respeito do que eu fiz e o que gostaria que eu tivesse feito de modo diferente”.

  • A frase expressa claramente o que a pessoa está pedindo.

  • Essa frase não expressa claramente uma ação específica que está sendo solicitada. A pessoa poderia ter dito: "Gostaria que você me dissesse se estaria disposto a se encontrar comigo para almoçar uma vez por semana".

  • A expressão "demonstrar respeito por minha privacidade" não expressa claramente uma ação específica que está sendo solicitada. A pessoa poderia ter dito: "Gostaria que você concordasse em bater na porta antes de entrar em meu escritório".

  •  A expressão "mais vezes" não expressa claramente uma ação específica que está sendo solicitada. A pessoa poderia ter dito: "Gostaria que você preparasse o jantar toda segunda-feira à noite".