QUEM SOMOS E O QUE FAZEMOS

Quem somos e o que fazemos - Unknown Artist
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              Há um grupo de seres humanos que por suas ações e palavras oferecem incontáveis benefícios para seus semelhantes. Outro grupo, entretanto, reúne os que causam prejuízos, numa escala que vai de pequenos desconfortos até situações em que a vida do outro é desconsiderada e mesmo destruída.

              Será possível oferecer amor para todos, como recomenda Jesus, quando considerados esses dois grupos de seres cujas ações produzem resultados tão opostos?

              Amar os benfeitores é simples, porém como amar os autores de ações reprováveis como aquelas que submetem os seres humanos a sofrimentos atrozes?

              Jesus não deixa dúvida  de que o amor ao próximo é incondicional e abrangente, solicita isso até para os adversários e inimigos. O amor ao próximo é devido para os dois grupos, ou seja, para toda a humanidade.

              Mesmo assim, como amar aqueles que por suas ações despertem a raiva, ressentimento, mágoa e outros sentimentos e emoções negativas?

              O ensinamento de Jesus implica que os atos prejudiciais não devam ser repudiados?

 

DISTINGUIR O QUE SOMOS DO QUE FAZEMOS

 

              Jesus ensina a amar o que somos e não aquilo que fazemos. Essa distinção permite clareza quanto ao que merece o amor e o que deve ser objeto de julgamento que tanto pode justificar aprovação como reprovação.

 

POR QUE DEVEMOS AMAR O QUE SOMOS, E, AINDA DE MANEIRA ABRANGENTE E INCONDICIONAL?

 

              Somos todos, sem distinção alguma, filhos de Deus criados à Sua imagem e semelhança. Amar o que somos é amar a obra de Deus. Sem amar e louvar a obra de Deus, como poderemos Amá-lo?

              O que somos representa a nossa herança divina, é a nossa essência. Como tal, não pode compreender nenhuma imperfeição. Localizar imperfeição em nossa essência é o mesmo que dizer que o Criador é imperfeito.

              Admitir a possibilidade que a essência possa ser corrompida por nossa iniciativa é entender que a perfeição divina possa ser corrompida. O selo da perfeição divina é definitivo.

              O ser humano criado essencialmente perfeito precisa exercitar através de suas ações o acesso aos seus recursos interiores, para que possa vivenciar a sua plenitude, ou seja, a sua identidade com Deus. Dessa condição colhemos a certeza de que nenhum filho de Deus se perde.

 

UMA  ANALOGIA COM A  SEMENTE

 

              Suponhamos ter em nossa mão uma semente de uma árvore e próximo um exemplar já em sua manifesta grandiosidade. 

O que é necessário para que a semente se transforme numa árvore?

              Deve ser coberta com solo apropriado onde possa receber água, iluminação, nutrientes e temperatura adequados. Vamos chamar isso de “processo de germinação e crescimento”.

              Esse processo permite a manifestação da essência da árvore contida na semente, sem, contudo, receber acréscimos ou modificações. A essência, ainda que manifesta, mantém a sua integridade original.

 

SOMOS AS SEMENTES DE DEUS

 

              Somos as “sementes” criadas por Deus que para a sua manifestação necessitam de um “processo de germinação e crescimento”.  Também aqui o processo não modifica a essência apenas permite a sua manifestação. 

 

NÓS FAZEMOS ESCOLHAS

 

              Entre nós e as árvores há, entretanto,uma diferença. Nós fazemos escolhas em relação ao “processo” enquanto as árvores seguem modelo único e determinado. Em nossas escolhas podemos acertar e errar, optar por ações que sejam benéficas ou não.

              Devemos ser amados por aquilo que a nossa essência representa e poderemos receber aprovação ou reprovação pelas escolhas que fazemos em nosso “processo de germinação e crescimento”.

 

FAÇAMOS COMO AS MÃES

 

              Se restarem dificuldades, façamos como fazem as mães que amam seus filhos mesmo quando erram. Aquelas que não agem dessa forma precisam aprender com as que verdadeiramente dignificam a condição de mãe.  

 

A FORMA DE AUXILIAR OS QUE ERRAM

 

              Para auxiliarmos aqueles que agem equivocadamente ofereçamos o nosso amor. Dessa forma, em qualquer condição tenhamos sempre vibrações de amor em favor de todos.

              Quando os seres humanos são passíveis de desconsiderações em relação ao que são, se vêm com a autoestima prejudicada.

              As pessoas precisam ter a sua integridade respeitada, especialmente as crianças. Não cabe dizer a ninguém que é “burro” ou “imbecil” por errar, basta que receba informação do equívoco sem o complemento que desrespeita a integridade.

              As criaturas “estão” erradas, não “são” erradas.

 

ASSEGUREMOS UMA BOA COLHEITA

 

              Vibrar amor em favor de nossos irmãos é condição para colhermos o mesmo em nossa vida. A nossa colheita decorre de nossa semeadura exclusiva.

 

O MAIOR MANDAMENTO

 

Amar a si próprio e aos outros naquilo que somos é a forma de amarmos a Deus.