CRIE UMA VOZ INTERIOR BENÉFICA

Crie uma voz interior benéfica - Unknown Artist
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    Para facilitar o desenvolvimento do amor por nós mesmos abordo um assunto do livro “50 maneiras de criar bons relacionamentos”   cujo autor é Steve Chandler. Destaco o tema “Crie e sua voz’ segundo o seu autor.

       O mais importante relacionamento a ser criado é aquele consigo mesmo. Sem começar por aí, não se pode se relacionar de forma efetiva com os outros.

       Seu relacionamento com você mesmo pode ser como você quiser. Não está preso a mágoas ou memórias do passado. Não se você não quiser que esteja.

       Comece se fazendo uma pergunta: Como eu falo comigo? Como amigo? Ou uso o tom de voz de um pai decepcionado?

     Às vezes nem percebemos esse detalhe, mas nós conversamos conosco mesmo, fazemos uma série de afirmações e considerações a respeito das coisas com as quais nos envolvemos na vida. Então aqui a proposta é verificar qual é a qualidade desse diálogo interior. Conversamos como se fossemos um amigo ou há uma forma decepcionante e negativa a ser considerada nesse diálogo interior.

       A maioria das pessoas continua ouvindo uma gasta voz  de pai ou professor em sua cabeça, e tenta ouvir tal voz como se fosse sua consciência. Mas não é a voz da sua consciência; é a voz de suas mágoas e memórias do passado. Não está na cabeça porque nos guia bem; ficou lá sem nenhum bom motivo. Ficou lá porque, quando foi ouvida pela primeira vez, a mente ainda não estava formada. A mente da criança era suave e delicada, e a voz entrava repetidamente pelos ouvidos.

       Mas quando podemos ver através dessa voz, e aprender a viver além dela, o melhor que podemos fazer é criar uma nova voz. Podemos criar um conselheiro interno que esteja do nosso lado. Podemos criar uma voz que fale conosco como um amigo faria. Esta se torna uma voz de apoio concreto.

       Se continuarmos tendo a velha voz das mágoas e humilhações do passado como a voz da nossa consciência, tudo o que ouviremos, o dia todo, será:

       - Isso é besteira. Por que ainda não fez aquilo? Você é totalmente desorganizado. Deveria saber que isso aconteceria. É o que se consegue por estar gordo. Como pode se sentir bem comendo do jeito que come? Não é surpresa eles não gostarem de você, você nunca passa um tempo com eles. Oh, não, olha o que você esqueceu, que bom que sua cabeça é presa, assim não esquece ela também. Você nunca sai na hora. É muito preguiçoso para tudo. Em que bagunça você fez a gente entrar agora. Você não merece esse tipo de felicidade. Por que todo mundo, menos você, vai tão bem financeiramente? O que há de errado com você? Deveria se envergonhar.

       Aqui o autor se reporta a voz interior com a qual no silêncio fazemos afirmações para nós mesmos. Porém também existem situações em que em diálogos com as pessoas costumamos fazer afirmações de mesma natureza. Afirmações depreciativas a nosso respeito. Isso nada mais é do que o resultado disso que cultivamos no mundo interior. Então é bom prestarmos atenção quando no silêncio estamos nessa conversa interior, mas também naquilo que falamos quando conversamos com as pessoas.

       O irônico a respeito dessa voz interna é que a ouvimos o dia todo sem nunca responder.

       Se sua sogra falasse com você desse jeito você iria responder. Se ela quisesse dizer algo negativo a seu respeito – como fazemos todos os dias dentro de nossas cabeças, você se defenderia a noite toda, revidaria. Estaria certo, e acreditaria nisso.

       O ato mais criativo que fazemos quando adultos é a criação de uma voz interna otimista. Quem somos para nós mesmos determina quem somos para os outros. É impossível ser feliz com outras pessoas se, lá no fundo, não estivermos felizes conosco. Tudo começa aí.

       Muito das insatisfações que nos visitam tem a ver com aquilo que acontece em nosso mundo interior, entretanto queremos atribuir isso à responsáveis externos.

Esta voz funciona melhor:

       - Ontem você teve um ótimo dia. Fez muitas coisas em pouco tempo. Foi uma boa ligação que fez com a sua filha. Realmente se importa com ela e ela sabe disso. Você não está só dizendo coisas; realmente está ao lado dela. Você tem alguns desafios para enfrentar hoje, mas eles não são nada que você não possa resolver. Vamos resolver um por vez. Vamos nos acalmar e ver se podemos fazer algo interessante e inteligente. Vamos mais devagar, para nos divertir um pouco. Você sempre encontra um bom jeito para resolver as coisas. Muita coisa ainda vai acontecer. Mesmo quando está fisicamente cansado, você consegue enxergar as coisas. Você finaliza tudo. Tem muito do que se orgulhar. Vamos partir para a ação e dar umas risadas. Repita: Você pode ser sincero, mas não precisa ser sério. Você tem um jeito ótimo de ver o humor em todas as coisas. Vamos jogar e ver quanto conseguimos terminar até o começo da tarde. Talvez até sair mais cedo e ver aquele filme que você quer ver. Eu estou aqui. Sempre do seu lado. Sou seu melhor ser, a parte que você chama no meio da crise. Mas também posso trabalhar fora das crises. Sempre estou aqui. Sempre o apoiarei. Continue sorrindo, rindo, dançando, cantando. Esta é a sua vida. Você é a estrela deste filme, e o roteiro é bom.

       Uma voz como esta vai mudar a sua vida. E o melhor é que não precisa acontecer nada externo para você criá-Ia. Você não precisa esperar pelo momento certo ou o professor certo aparecer. Pode fazer isso aqui, agora. Pode começar neste minuto. Coloque este livro de lado e fale com você mesmo sobre essas coisas que são boas em você. Tenha esta como a sua voz a partir de agora e, quando ouvir a outra voz, porque você vai ouvi-Ia, simplesmente responda. Derrube-a. Fique contra ela. Fique de seu lado a partir de hoje.

       Isso é o que ensina Steve Chandler, autor do livro “50 maneiras de criar bons relacionamentos”. Ele ressalta que o principal relacionamento é aquele a desenvolvermos conosco mesmos. Vai à direção do ressaltado no início do texto que esclarece que o exercício do amor começa com a capacidade de amarmos a nós mesmos. Para alcançarmos esse propósito é preciso reconhecer as qualidades e condições que justifiquem isso. Devemos lembrar que somos filhos de Deus criados à Sua imagem e à Sua semelhança.

       Quando consideramos nossa filiação reconhecemos trazer em nós uma condição de excepcional qualidade, somos criaturas divinas porque a nossa essência tem como origem Deus que nos concedeu a nossa condição interior, aquilo que verdadeiramente somos como espíritos.

       Percebemos que a qualidade da criação de Deus é excepcional. Ora se reconhecermos isso em nós evidentemente não há porque nos autodepreciamos. Ao contrário há motivos suficientes para reconhecer em nós qualidades e condições suficientes para que também o amor nos seja devido.

       A partir do momento em que abandonamos essa visão equivocada que nos leva a ter essa voz interior negativa e passamos a construir um relacionamento positivo e harmonioso acabamos por reconhecer naqueles que estão a nossa volta, nossos irmãos, idêntica condição, também filhos de Deus criados à Sua imagem e semelhança.

       Quando tivermos conseguido reunir a capacidade de amar ao próximo e amar a nós mesmos será a consagração do ensinamento trazido por Jesus quando diz que o maior mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmos.

       Ao reconhecer a excelência da criação em nós e no próximo estamos louvando Deus, reconhecendo a Sua grandiosidade e a sua perfeição.  Dentro  dessa visão passamos a amar Deus. Tendo uma percepção correta a respeito de Deus abandonamos velha posição em que éramos solicitados a Temê-lo, tanto é que com muita frequência ainda ouvimos hoje as pessoas perguntando: você é temente a Deus? Ou dizem: eu sou temente a Deus.

       A última coisa que devemos ter em relação a Deus é medo. Há razão suficiente para isso por encontrarmos novamente nos ensinamentos de Jesus indicações claras quando diz que Deus é Pai. Pai que verdadeiramente tem esse qualificativo sempre oferecerá o melhor para seus filhos; irá abrigá-los e protegê-los para que tenham condição para prosperarem. Aquele Deus raivoso que há muito tempo era apresentado com o intuito de intimidar, pois havia a crença que pelo medo haveria adequada direção em nossa vida, ficou no passado, agora a visão é diferente, prevalece o amor como recurso fundamental para que possamos alcançar a felicidade.

       É bom considerar que oposto do amor normalmente é tido pelas pessoas como sendo o ódio, mas na realidade é o medo. Não há como amar alguém que inspire medo ou alguma coisa que nos inspire essa condição. É necessário vencer esta restrição para que possa haver lugar para amarmos, para desenvolvermos essa condição excepcional que todos trazemos porque portadores da essência divina que nos foi consagrada por Deus em nossa criação.